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ANTONIO CASERO
( ESPANHA )
Antonio Casero y Barranco (Madrid, 1874-Madrid, 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol.
Nascido em 1874 em Madrid, cultivou a poesia e o teatro. Sua obra é conhecida por apresentar temas populares desde um âmbito nostálgico.
Faleceu em sua cidade natal em 1 de março de 1936.
Obras poéticas:
La gente del bronce (1896); Los castizos (1912);
De Madrid al cielo (1918) e De pantalones largos.
LOS TITANES DE LA POESIA UNIVERSAL - Buenos Aires: Ediciones Siglo Veinte, 1981 265 p. Exemplar
da biblioteca de Antonio Miranda
TEXTO EN ESPANHOL:
EL PRIMER JORNAL
Estoy d´alegria
así como loca;
no sé qué me pasa
que estoy mu gozosa;
mi pituso, el chaval que pa enero
cumplirá trece añitos ya cobra
d´aprendiz de ebanista, un realillo;
un realillo, señá Teslesfora;
ya es un hombre mi pobre pituso.
Con que gusto llegó a la obra,
y me dijo con too requilorio
y el aquel de una grave persona:
—Ahí van, Madre, seis días, seis riales;
son pá usté, no se quede usté tonta,
que los ha ganso menda y son suyos;
tómelos, ya tié usté pa la compra.
Sucedió que m´ha dicho el maestro,
que le deben de dir bien las cosas;
“Tu, chaval: anda y dile a tu madre
que donde esta semana ya cobras,
porque vales y tiés amor propio,
y trabajas y tiés güena nota
y t´aplicas; curreia y aprende;
no t´ajuntes con malas personas”.
Y el pobre reía
con risa nerviosa,
diciéndome: — Madre,
yo te gano ahora;
ya se pué dar usté güena vida;
y si padre se pone cogorza
y se gasta el jornal, y los sábados
llega a casa sin perras, no importa;
aquí está su pituso hecho un hombre
pa ganarlo pa toos; ya no hay broncas
por si no hay pa pagarle el casero
u si fían u no en la tahona;
ahí van, madre, seis días, seis riales;
son pa usté, no se ponga usté tonta,
que los ha ganao menda y son suyos;
trómelos, ya tié usté pa la compra;
y besaba a su hermano, el de pecho,
y sí chiquito, Dios mío, ¡ que cosas!
parecía entenderle a su hermano,
y los que se besaban. Yo, boba,
me quedé contemplando a mis hijos,
dios aprieta, me dije, y no ahoga,
es mu justo que tenga alegría
la que sufre, señá Telesfora,
y las que da un hijo
son las más hermosas,
son las alegrías
que más emocionan.
Yo cogí el jornalillo en mi mano;
lo besé muchas veces, llorosa;
contemplé a aquel hijito del alma,
y le dije yo así, de esta forma:
—Dios te dé salú y suerte, mi cielo,
pa ganar tus jornales con honra:
“Ay que bien va a saberme, hijo mío,
ese pan que yo lleva a mi boca
cuando piense que tu lo ganaste
con amor pa que yo me lo coma!
Estoy d´alegría
así como loca;
no sé que me pasa
que estoy mu gozosa;
mi pituso, el chaval que pa enero
cumplirá trece añitos, ya cobra
d´aprendiz de ebanista un rialillo,
!Un rialillo, señá Telesfora!
Usté que fue madre
y aprecia estas cosas,
?no es verdá que un hijo como este,
tan güeno, ta güeno, da gloria…?
TEXTO EM PORTUGUÊS
O PRIMEIRO JORNAL
Estou radiante,
como uma louca;
Não sei o que está acontecendo comigo,
estou tão feliz;
meu querido filhinho, o menino que
fará treze anos em janeiro,
já está ganhando
um pouco de real como aprendiz de carpinteiro;
um pouco de real, Senhora Teslesfora;
meu pobre filhinho já é um homem.
Como ele chegou feliz ao canteiro de obras,
e me disse com toda a pompa e circunstância
e o ar de uma pessoa séria:
"Aqui está, mãe, seis dias, seis reais;
são para você, não seja boba,
eu os tenho e são seus;
pegue-os, você tem o suficiente para as compras;
e beijava o seu irmão, o do peito,
parecia entender o seu irmão,
e os dois se beijavam. Eu, boba,
fiquei contemplando meus filhos,
Deus pressiona, me disse, e não me afoga,
é justo que ele tenha alegria
a que sofre, sinal Telesfora,
e as que da um filho
são as mais formosas,
Aconteceu que a professora me disse:
que as coisas deviam ser ditas com gentileza para ele;
"Você, garoto: vá e diga à sua mãe
que você receberá seu pagamento esta semana,
porque você merece e tem amor-próprio,
e você trabalha duro e ganhas boas notas
e se dedica; trabalhe duro e aprenda;
não ande com más companhias."
E o pobre menino ria
com risada nervosa,
dizendo-me: "Mãe,
eu o ganho agora;
já se pode dar-lhe boa vida;
e se o papai se embriagar
e se gasta o salário, e aos sábados
chega em casa sem um tostão, não importa;
aqui está seu filhinho, crescido e feito homem
para todos; já não haverá broncas
sobre se há dinheiro suficiente para pagar o aluguel
ou se eles dão crédito ou não na padaria;
Peguei o pequeno salário na mão;
beijei-o muitas vezes, com lágrimas nos olhos;
olhei para aquele menino querido,
e disse-lhe assim, deste jeito:
"Que Deus te dê saúde e boa sorte, meu querido,
para que possas ganhar teu salário com honra:
"Oh, como será gostoso, meu filho,
aquele pão que coloco na boca
quando penso que o ganhaste
com amor para eu comer!
Estou radiante,
como uma louca;
Não sei o que me acontece,
estou tão feliz;
meu querido, o menino que fará
treze anos em janeiro, já ganha
um dinheirinho como aprendiz de carpinteiro,
!Um dinheirinho, Senhora Telesfora!
Vós, que fostes mãe,
e aprecios estas coisas,
não é verdade que um filho assim,
tão bom, tão bom, traz glória…?"
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